
O poeta é um cantante
Com a grilheta presa aos versos
É um justo libertante
Desses pensamentos avessos.
Finge que é dor
A alegria que sente
Mas ganha-lhe o sabor,
Ela dói e não mente.
É um cantante
Que canta os seixos do rio.
Chega a sentir que o que sente
Sente a música de arrepio.
Com a grilheta presa aos versos
É um justo libertante
Desses pensamentos avessos.
Finge que é dor
A alegria que sente
Mas ganha-lhe o sabor,
Ela dói e não mente.
É um cantante
Que canta os seixos do rio.
Chega a sentir que o que sente
Sente a música de arrepio.

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